A história
A gente começou em 2024 numa garagem em João Pessoa, com uma coleção pessoal de 400 discos e uma certeza: o jeito como o vinil usado era vendido no Brasil precisava melhorar. Disco bom misturado com disco ruim, sem classificação consistente, capa amassada sem aviso, vinil chiando sem que ninguém te falasse antes de pagar.
A solução não era complicada — era só fazer direito. Higienizar cada disco antes de vender. Ouvir os dois lados. Classificar pelo padrão internacional (Goldmine). Tirar foto da frente, do verso, do vinil em si. Descrever os defeitos honestamente. E embalar de um jeito que chegasse inteiro do outro lado do Brasil.
Como a gente garimpa
Cada disco que entra no acervo passa por uma rotina fixa, sem atalho:
- Avaliação inicial. Olhamos capa, encarte e vinil sob luz direta. Anotamos cada arranhão, dobra, escrita à mão e cheiro de mofo (sim, isso conta).
- Higienização. Limpeza manual com solução enzimática, escova de pelo macio e secagem em rack ventilado. Nada de tecido velho que risca.
- Audição completa. Cada lado é ouvido na íntegra. Se tem chiado, click, salto — entra na descrição.
- Classificação Goldmine. Capa e disco recebem grades separadas (M, NM, VG+, VG, G+, G). Dois curadores avaliam pra evitar viés.
- Fotografia padronizada. Frente, verso, disco lado A, lado B, encarte. Sem filtro, sem maquiagem.
- Embalagem segura. Mailer rígido próprio pra vinil 12", cantoneiras e plástico antiestático. O frete é caro, mas o disco chega como saiu.
O que a gente não faz
Pra ficar claro o que distingue o sebo de uma feira do rolo, vale falar do que ficou de fora do nosso jeito de trabalhar:
- Não vendemos disco sem ouvir.
- Não escondemos defeito atrás de foto bonita ou descrição vaga.
- Não usamos terminologia inflacionada (não tem "estado de coleção" se for VG+).
- Não cobramos frete em separado de coisas que vão na mesma caixa.
- Não passamos disco direto do cara que comprou no brechó pra vitrine — tudo passa pela curadoria.
Onde a gente fica
O Sebo do Vinil é uma operação de João Pessoa, Paraíba — Rua Cap. Francisco Moura, 865, Bairro Treze de Maio. Atendemos visitas com agendamento e despachamos pra todo Brasil via Correios.
Se você está de passagem pela cidade, vale combinar de aparecer: a gente abre os crates pra você garimpar pessoalmente, faz café (ou cerveja, dependendo do horário) e toca alguma coisa do acervo no Thorens TD-150 que vive no balcão.
Quer garimpar com a gente?
O acervo todo está aqui. Filtros por gênero, década, estado — pega o seu.